Esperamos que as demais organizaçoes que integram a Federación Cinológica Internacional seibam reconhecer todas suas virtudes, as quais o colocaram em uma situação de destaque em nosso País en diferentes actividades, como o trabalho com gado, a caça maior (especialmente javalí), guarda, defesa, e sobretudo como um grande companheiro do homem em todas as atividades em que este o necessite.
Sem mais os deixamos com alguns antecedentes e artígos de interesse, agradecendo especialmente sua atenção.
Resenha histórica:
Muitos dos animais domésticos introduzidos na América pelos primeiros colonizadores, reconquistaram sua libertad, voltando ao estado salvagem. Nesses animais cimarrones a retroverssão ao tipo salvagem primitivo nunca foi completada; todos eles conservam sempre carateres que revelam claramente sua procedencia de progenitores domésticos.O vocabulo cimarrón se aplica na América a todo animal ou planta silvestre em contraposição ao doméstico.
O origem de nosso "Cimarrón Uruguaio" ao igual que o da grande maioría das raças, é incerto.
O que sim sabemos é que descende dos cães introduzidos pelos conquistadores ibéricos, tanto espanholes como portugueses. Muitos desses cães foram abandonados e de seus cruzamentos, a natureza, assim como talha uma serra ou uma caverna, caprichosamente foi fazendo o mesmo com esses cães até chegar ao nosso Cimarrón.
Essa mesma seleção natural motivou que só sobreviveram os mais aptos, os mais astutos, os mais fortes.
Convertindo-se en um cão excelentemente adaptado ao nosso meio, e existindo abundância de alimento e sem depredadores naturais, o cimarrón se foi reproduzendo en grande numero, tendo chegado conforme documentos históricos a ser convertido en um verdadeiro perigo para os habitantes do campo e a criação de gado.
Isso levou a que as autoridades da época (fins do s.XVIII) ddecidiram e incentivaram grandes matanças, chegando a contabilizar-se por milhares os cães mortos.
A pesar disso, "…um bom numero de mães com sua prole ganharam os montes do Olimar e sobre tudo na serra de Otazo e nos Cerros Largos".
Precisamente muitos hacendados do actual estado de Cerro Largo conhecendo as virtudes do Cimarrón Uruguaio no trabalho com gado e defesa da sua propiedade comenzaram a criar-lo, preservando-lo da mestizagem.
Graças a esse trabalho de muitos anos hojê os uruguaios podemos desfrutar de suas qualidades, e esperamos que em um futuro próximo possa fazer o resto do mundo.
O Cimarrón Uruguaio nos ultimos 10 anos:
Depois de muitos esforços, 20 anos depois que se presentaram por primeira vez em uma exposição do Kennel Club Uruguayo, em 1989 o Cimarrón Uruguaio é reconhecido oficialmente pela Asociación Rural del Uruguay e o K.C.U.Se cria a Asociación de Criadores de Cimarrones Uruguayos e em conjunto com o KCU confecionam o primeiro padrão oficial de la raça.
Desde esse momento se selecionam cães base; esses e as novas crías são registrados e tatuados pelo Kennel Club Uruguayo.
Até a data tem mais de 2000 Cimarrones inscritos nos registros genealógicos do KCU.
Desde 1989 se presentam exemplares em todas as exposiçoes gerais organizadas pelo KCU e se realizam 20 exposiçoes especializadas ao ano no interior e en Montevideo. La Sociedad Criadores de Cimarrones (SCCU) tem tres filiais oficiais no interior do Pais.
Nos últimos anos a raça despertou um interesse crescente em cinófilos de nosso Pais e extrangeros, existindo já exemplares da raça em muitos países e alguns criadores em Argentina.
Este crescimento progressivo foi observado e controlado rigurosamente, cuidando todos os detalhes tanto morfológicos, de temperamento e seus carateres hereditarios.
Antes de que um exemplar possa ser registrado deve ser inspeccionado por tres juizes especializados da raça.
Atualmente a Cátedra de Melhoramento Genético da Facultade de Veterinaria conjuntamente com a Sociedad Criadores de Cimarrones firmou um projeto pelo qual estudiarão a situação zootécnica, e os niveis de consanguinidade individual e meio da povoação dos exemplares inscritos.